Quero colecionar seus abraços, guardar alguns no bolso e senti-los quando eu quiser.
O que eu queria? Eu queria que lutasse por mim. Queria que dissesse que não há mais ninguém com quem ficaria. E que prefere ficar só, do que ficar sem mim.
Quero você aqui, no meio da bagunça do meu quarto, do meu mundo, da minha vida. Vem, fica perto do meu corpo, se envolve em meus lençóis, acalma meus ciumes, aceita minhas manias, fica em meus abraços e vicia nos meus beijos. Só fica aqui, respirando perto de mim, só para eu ter certeza de que não é um sonho ruim. Vem, fica, não vai nunca mais. Mas se for, volta logo, porque sem você não dá.
Parece que todos vivem testando a minha capacidade de suportar tudo com um sorriso no rosto. E talvez não seja coincidência isso acontecer justamente quando tudo parece estar indo bem, sempre haverá alguém tentando apagar o seu sorriso. Malditas pessoas! Parece estar no âmago do ser humano a capacidade de fazer as pessoas infelizes. Soa tão sádico encontrar prazer na desgraça alheia. Da mesma maneira que alguém faz piada de uma grande desgraça que mata centenas de pessoas, alguém vai ver você chorar e vai rir. As pessoas me dão medo, não sei até onde a maldade delas pode chegar. Só sei que sinto raiva, das pessoas, e de mim, por me importar, e me importar muito. Apesar do esteriótipo forte, pequenas coisas são capazes de me machucar. Mas as pessoas não me verão chorando por ai, não darei esse gostinho a eles, vou sangrar dentro desta armadura, vou aguentar firme, vou mostrar a todos eles que a minha capacidade de ser feliz é muito maior do que toda a maldade deles.